quarta-feira, 27 de maio de 2020

Poço da Draga chega aos 114 anos preservando a memória coletiva de resistência

https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2020/05/26/poco-da-draga-chega-aos-114-anos-preservando-a-memoria-coletiva-de-resistencia.html

terça-feira, 26 de maio de 2020

Poço da Draga: Um Mapa de Afetos em 114 anos

Neste dia 26 de maio, o território do Poço da Draga em Fortaleza/CE chega aos seus 114 anos de (re)existência. Em comemoração a essa data, o Grupo de Estudos e Pesquisas Rastros Urbanos realiza uma homenagem em vídeo com o tema: "As mulheres como pontes no Poço da Draga."
O vídeo, que reúne imagens provenientes do contato do grupo com os habitantes do Poço, nos possibilita pensar sobre as trajetórias, narrativas e rastros que compõem a relação das pessoas com as paisagens de uma cidade.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

PUBLICAÇÕES GRUPO RASTROS URBANOS



       No final de 2019 e no início deste ano, o Grupo de Estudos e Pesquisas Rastros Urbanos teve o seu trabalho reconhecido, publicado e divulgado em diferentes meios. Abaixo você poderá conhecer cada um deles e acessá-los clicando nas imagens onde poderá ler os textos completos.
O primeiro foi a publicação do artigo “Narrativas na cidade em álbuns fotográficos: A Fortaleza que se encontra em acervos fotográficos pessoais” na Revista Rua do Laboratório de Estudos Urbanos da Universidade de Campinas (Unicamp).

 Clique Aqui para Acessar o Artigo!!!
Clique na Imagem para Acessar o Artigo Completo.

Escrito por Cristina Maria da Silva (Coordenadora do grupo) e Francisco Felipe Pinto Braga, ele traz narrativas sobre o Poço da Draga em Fortaleza/CE a partir de álbuns fotográficos pessoais dos moradores, partindo das discussões Michel de Certeau; Jeanne Marie Gagnebin; Aleida Assmann e Fabiana Bruno. O texto é proveniente do projeto de extensão “Fotobiografias: a Fortaleza que se Encontra em Acervos Fotográficos Pessoais” desenvolvido pelo grupo Rastros.
            Já no início desse ano o Rastros ganhou mais uma publicação com o artigo “Fotobiografias: Mulheres como guardiãs de memórias na Cidade” publicado na Revista Ponto Urbe do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo (USP).

 Clique na Imagem para Acessar o Artigo!!!
Clique na Imagem para Acessar o Artigo Completo.


Escrito por Cristina Maria da Silva, Ananda Andrade do Nascimento Santos e Alana Brandão Moura, o texto também parte dos acervos comuns dos moradores do Poço da Draga, mas com foco em perceber as grafias de uma vida (a das mulheres e da cidade) através de fotografias. No artigo são abordadas as histórias de três mulheres Ivoneide (53 anos), Iolanda (72 anos) e Ivonilda (80 anos) para compreender os vestígios da história de tensões e conflitos do Poço da Draga dentro da cidade.
O terceiro texto “Trilhos da Memória: Experiências urbanas em fotografias no Poço da Draga/Fortaleza-CE”, trata-se de um pequeno artigo publicado na Revista da rede OPPALA (Observatório de Paisagens Patrimoniais e Artes Latino Americanas) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

 Clique na Imagem para Acessar o Artigo!!!
Clique na Imagem para Acessar o Artigo Completo.

O texto apresenta uma reflexão acerca do trabalho com fotografias desenvolvido pelo grupo Rastros. Foi escrito por Cristina Maria da Silva, Francisco Felipe Pinto Braga e Alana Brandão Moura.
            O último é uma matéria publicada pelo Portal Agência UFC da Universidade Federal do Ceará. O texto, que conta com entrevista de Cristina Maria da Silva, apresenta um resumo das ações desenvolvidas nos últimos anos pelo grupo Rastros Urbanos, assim como suas repercussões.

 Clique na Imagem para Acessar a Matéria!!!
Clique na Imagem para Acessar a Matéria Completa.


sábado, 26 de outubro de 2019

Cidades Contadas: Enunciações, Caminhadas e Experiências Urbanas





Uma cidade se dá por aquilo que dela se conta, pelas caminhadas e experiências que nela vivenciamos. Nesse Dossiê, os autores, através dos trabalhos aqui apresentados tentam olhar a cidade de dentro, através de suas práticas, das restruturações urbanas, produções musicais, caminhadas, desenhos e paradas para melhor compreender seus movimentos. São perspectivas andarilhas pelos signos  da cidade que se constrói embaixo, na qual os corpos do pesquisador e o da cidade se encontram e  desvelam uma cidade metáforica. “Uma outra espacialidade”, nas palavras de Michel de Certeau, “uma experiência ‘antropológica’, poética e mítica do espaço e a mobilidade opaca e cega da cidade habitada. Uma cidade transumante, ou metáforica insinua-se assim no texto claro da cidade planejada e visível.” (CERTEAU, 2009, p. 159). Os leitores são convidados a mergulhar nesses fragmentos de trajetórias (do latim trajectore, aquilo atravessa) para encontrarem neles pedaços de si e de suas próprias experiências em suas cidades.

v. 19 n. 218 (2019): Revista Espaço Acadêmico, n. 218, set./out. 2019

http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/view/1631

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Attraversiamo







Maputo, 22 de setembro, 2019

“A
Cidade
um pássaro
mastiga a felicidade da pedra.
...
Lâmina
divide nela os homens
encostada ao oceano vaticina
a amnésia deliberante dos tempos.”
Japone Arijuane
(Dentro da Pedra ou a Metamorfose do silêncio, 2014, p.39).








Quando eu era criança viajar me dava enjoos...bastava a viagem começar de carro, ônibus ou barco...e tudo me embriagava. Com o tempo descobri que o que me enjoava eram pequenas distâncias. A alma queria ir longe, mas ainda não sabia...
Em Maputo, do outro lado da margem, atravesso a ponte do Catembe de barco. Quanto de mim estava ali?  eu era também a criança que atravessava a Barra do Ceará para ir ao outro lado para o banho de mar tranquilo das tardes de domingo? Entre Maputo e Fortaleza, a cidade da minha infância emerge. As distâncias por instantes tão curtas que nem parecem banhadas pelas águas de dois oceanos.
Do outro lado o cheiro de peixe, as pessoas quase que timidamente tocando as águas, pediam permissão para usufruir da cidade que é delas. O pé afunda na areia, deveria ter vindo de havaianas ou mesmo estar descalça. Poderia mesmo não sabendo onde meus pés tocam essa terra? Caminhando sozinha controlava meus passos, meu tempo? em companhia de outras mãos e olhares caminhei quase com seus pés, pois não sabia a rota. O mapa se faz a cada passo, a paisagem se desenha em meus olhos. Do outro lado a cidade se monta como paisagem de prédios, antes diluídos na turva imagem das manhãs ou ofuscadas pelo céu laranja do entardecer. O Índico é um grande rio que nos atravessa, cinza, arredio, fragmentos de cercas.
Fechando os olhos a trilha sonora é brasileira não me permitindo saber se voltei para casa sem passaportes ou alfândegas. O gosto da comida é familiar, tudo parece compartilhar o mesmo chão e a mesma faina cotidiana. Gosto, temperos das mesmas terras, como se os oceanos não existissem. Só a Heinecker lembra a aldeia global onde todos estamos, sem certezas, garantias, nem mesmo se podemos voltar à outra margem. O tempo voa e já não há mais barcos, só travessias. Pensaram na ponte, mas não que as pessoas que atravessam precisam voltar...Entramos no autocarro que mais parecia as linhas de transporte da Fortaleza da minha juventude, Grande Circular ou Paranjana II nos meus tempos de estudante...Ah Fortaleza! Não saio de casa ou a casa está de tão modo em mim que já a vejo em todos os lugares? Entro e deslizo entre os corpos, andar em transporte público é uma arte que Fortaleza me ensinou...gritos, línguas que não entendo, sei de algum modo o que dizem. Obcenas? Obceno os habitantes de um lugar viverem como se esse lugar não fosse deles! Por que as línguas africanas nos chegaram só aos pedaços no Atlântico? Gritos, quase uivos de quem diz existir para a cidade de pedra. Atravessada pela ponte, feita para ser paisagem, a noite preenche a cidade de corpos: risos, toques, goles na bebida quente, a criança encantada com a ponte inunda meus olhos com risos de quem ainda não sabe o que há do outro lado e nem o que ficou para trás. O dia de lazer termina, mas ainda dá tempo de pular pela janela antes que o fiscal veja e de gritar toda a vida que não cabe dentro!
Um jovem pai coloca o filho do colo para me dar um lugar para sentar...olho para todos os lados e gostaria de não ser tão branca. Ao meu lado o rapaz me pergunta se sou portuguesa, francesa ou russa? Não sabendo identificar, ele indaga: Há quanto tempo em Moçambique? Respondo que um mês. Ele com espanto afirma: tão pouco tempo e já falas tão bem o português. Os ruídos são tantos que quando chega no ponto de descida a alma ainda segue viagem... caminhamos, já é noite e domingo, passos acompanhados, mãos que tocam suavemente as minhas, sei que da África já não posso voltar.

Olho, sou olhada
Outras mãos,
Outros olhos,
Outras Terras,
A viagem é para dentro e
Sem volta.


Imagens: Alex Dau. 
Texto: Morgana das Brumas

terça-feira, 20 de agosto de 2019

ROSTOS NO ESPELHO: PASSAGENS JUVENIS NA LITERATURA DE JOÃO GILBERTO NOLL - Autores Cristina Maria da Silva, Bruno Duarte Nascimento

ROSTOS NO ESPELHO: PASSAGENS JUVENIS NA LITERATURA DE JOÃO GILBERTO NOLL
Autoria: Cristina Maria da Silva, Bruno Duarte Nascimento
A presente proposta busca refletir sobre a literatura juvenil de João Gilberto Noll, através dos livros Sou Eu! (2009), O Nervo da Noite (2009) e Anjo das Ondas (2010). Tomamos como referências para essa leitura as reflexões teóricas de Walter Benjamin, Norbert Elias, Michel Maffesoli, Elisabeth Badinter, Maria Rita Kehl e, claro, entrevistas e reflexões do próprio escritor sobre sua obra. Diante de seus reflexos no espelho, os adolescentes que protagonizam esses escritos se deparam com o mundo e com as incertezas sobre o que são e o que querem ser. Fazemse presentes nas narrativas: a suspensão do tempo, o trânsito entre cidades e entre as travessias da infância para a adolescência, bem como a passagem para um processo civilizador que controla as pulsões, regula os afetos a partir da experiência dos protagonistas entre o fim da infância e o limiar de um novo mundo. 

Palavras-chave: Literatura Brasileira Contemporânea; Literatura Infantojuvenil; Rastros Humanos 
http://ppg.revistas.uema.br/index.php/jucara/article/view/1920

 

sábado, 17 de agosto de 2019

LANÇAMENTO - LIVRO TERRITÓRIO DA MEMÓRIA: POÇO DA DRAGA


O Grupo de Estudos e Pesquisas Rastros Urbanos convida a todxs para o lançamento do livro “Territórios da memória: Poço da Draga” da autora Ivoneide Gois na XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará. O livro, organizado pelo Rastros, é fruto do trabalho realizado no Poço da Draga e conta, através de uma coleção de santinhos, parte da história das pessoas que viveram ali. O lançamento contará com a participação da autora Ivoneide, uma das moradoras mais conhecidas do Poço e proprietária da coleção, além de outros moradores que apresentarão o trabalho junto ao Grupo Rastros Urbanos. Contamos com a presença de todxs nesse momento tão importante para o Poço, para o Rastros e para a memória de Fortaleza!